BlackRock: o que é, como funciona e por que ela influencia tanto o mercado global (2025)

A BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo, administrando mais de US$ 10 trilhões em investimentos globais. Sua influência é tão grande que qualquer movimento estratégico da empresa costuma afetar bolsas de valores, criptomoedas, câmbio e até políticas públicas.

Neste guia, você vai entender o que é a BlackRock, como ela opera, por que ela tem tanto poder e o que isso significa para o investidor brasileiro.

O que é a BlackRock?

Fundada em 1988 nos EUA, a BlackRock começou como uma empresa especializada em análise de riscos. Hoje, é uma gigante financeira conhecida por:

Gerenciar trilhões em patrimônio Administrar fundos indexados e ETFs, como a família iShares, líder global Criar soluções tecnológicas financeiras, como o sistema Aladdin, usado por governos e grandes bancos Participar de decisões que impactam mercados inteiros

Por que ela é tão poderosa?

A BlackRock possui participação acionária em praticamente todas as grandes empresas do mundo, incluindo:

Apple Microsoft Amazon Tesla Nvidia JPMorgan Meta

Só isso já dá uma noção da dimensão do poder da gestora.

Além disso, a BlackRock teve papel ativo em crises globais, ajudando a estabilizar mercados — e isso aumentou sua influência política e econômica.

BlackRock e Criptomoedas: a nova fronteira (2024–2025)

Nos últimos anos, a BlackRock se tornou a maior gestora institucional dentro do mercado de Bitcoin após lançar seu ETF IBIT, que rapidamente ultrapassou US$ 20 bilhões em valor administrado.

Consequências diretas:

Adoção institucional em massa do Bitcoin Mais estabilidade e liquidez para o mercado Pressão para regulamentações mais claras nos EUA Maior confiança do investidor tradicional

O movimento da BlackRock foi tão forte que alguns analistas chamam esse período de “Bitcoin 2.0 institucional”.

Como a BlackRock impacta o Brasil

A gestora tem participação crescente no mercado brasileiro:

Fundos iShares focados em B3, Ibovespa, small caps e renda fixa Investimentos em empresas brasileiras Influência no fluxo de capital estrangeiro que afeta o câmbio Participação em debates sobre sustentabilidade (ESG)

Quando a BlackRock aumenta ou reduz exposição em mercados emergentes, o impacto na bolsa brasileira é imediato.

Críticas e controvérsias

Apesar de sua importância, a BlackRock enfrenta críticas, como:

Concentração de poder excessiva Influência política nos EUA e Europa Decisões discutíveis sobre pautas ESG Suposto “controle indireto” sobre mercados

Mesmo assim, continua crescendo e ampliando sua presença global.

O que isso significa para você, investidor?

A BlackRock influencia diretamente:

✔ Ações

Fluxos de ETFs iShares afetam preços no mundo todo.

✔ Dólar

Decisões da gestora contribuem para movimentos de entrada e saída de capital.

✔ Bitcoin

A adoção institucional elevou a credibilidade da cripto.

✔ Tendências globais

O que a BlackRock faz costuma virar referência para o restante do mercado.

Conclusão: ignorar a BlackRock é impossível

Com tamanho, influência e tecnologia, a BlackRock molda o futuro dos mercados financeiros. Para investidores brasileiros, acompanhar seus movimentos é quase tão importante quanto seguir Banco Central, Fed e grandes bancos.

Entender como a maior gestora do mundo pensa pode ser uma vantagem competitiva enorme.

BlackRock e seu portfólio cripto: ETFs que estão transformando o mercado

Além de ser líder mundial em gestão de ativos tradicionais, a BlackRock agora possui um dos portfólios cripto mais influentes do planeta, graças aos seus ETFs focados em Bitcoin e, futuramente, em outras criptomoedas.

A mudança começou com o IBIT (iShares Bitcoin Trust), que se tornou um fenômeno mundial ao alcançar bilhões de dólares sob gestão em poucas semanas. Hoje, o ETF é referência para investidores institucionais que desejam exposição ao Bitcoin com segurança regulatória.

Mas não para por aí.

Portfólio cripto da BlackRock inclui:

IBIT – iShares Bitcoin Trust (ETF de Bitcoin) Propostas de ETFs de Ethereum, que devem ampliar ainda mais a exposição institucional Fundos privados com exposição a ativos digitais, voltados para grandes investidores Participação indireta em empresas de infraestrutura cripto, como mineradoras e companhias de blockchain

Com esse conjunto de produtos, a BlackRock se tornou um dos maiores canais institucionais de entrada de capital no mercado cripto, atraindo bancos, seguradoras, fundos de pensão e até governos.

Por que isso importa?

A criação desses ETFs:

✔ Aumentou a liquidez do mercado cripto

✔ Elevou a confiança institucional em Bitcoin e Ethereum

✔ Reduziu a volatilidade no longo prazo

✔ Trouxe regulamentação e transparência ao setor

✔ Abriu caminho para novos produtos financeiros baseados em blockchain

Especialistas afirmam que o movimento da BlackRock representa o ponto de virada da adoção institucional, mudando a forma como o mercado tradicional enxerga as criptomoedas.

Impacto no investidor brasileiro

Com a BlackRock ampliando seu portfólio cripto, investidores no Brasil também se beneficiam por meio de:

ETFs listados na B3 que seguem índices globais Acesso a produtos internacionais via corretoras Maior estabilidade no preço dos ativos Entrada de capital estrangeiro que influencia o câmbio e o mercado local

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