Salário dos professores será reajustado em 2026, mas aumento pode ficar abaixo da inflação

O salário dos professores da educação básica no Brasil deverá passar por um novo reajuste em 2026, porém o valor inicialmente previsto gerou críticas e preocupação entre educadores e entidades da área.

Segundo estimativas divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso nacional do magistério pode ser bem inferior à inflação, o que, na prática, representa perda de poder de compra para os profissionais da educação.

💰 Qual é o reajuste previsto para o salário dos professores?

Atualmente, o piso salarial nacional dos professores, para jornada de 40 horas semanais, é de aproximadamente R$ 4.867,77.

Para 2026, a projeção inicial indica um reajuste em torno de 0,37%, o que resultaria em um aumento de cerca de R$ 18, elevando o piso para algo próximo de R$ 4.885.

📉 O problema: esse percentual fica abaixo da inflação acumulada, o que significa que o reajuste não recompõe as perdas do custo de vida.

🏛️ Por que o aumento é tão baixo?

O cálculo do reajuste do piso dos professores é feito com base na variação do Fundeb, fundo que financia a educação básica no país.

Como o crescimento do Fundeb foi menor no período analisado, o reajuste automático acabou ficando próximo de zero, algo que não acontecia há anos e gerou forte reação de sindicatos e especialistas.

⚠️ Governo pode rever o reajuste

Diante da repercussão negativa, o governo federal já sinalizou que estuda alternativas, incluindo a possibilidade de uma medida provisória, para aumentar o percentual do reajuste e evitar que o piso dos professores tenha ganho real negativo.

Até o momento, nenhum novo valor oficial foi confirmado, mas a expectativa é que o tema seja definido ainda em janeiro de 2026.

📌 O que muda para os professores na prática?

✔️ Haverá reajuste salarial em 2026

❌ O aumento inicial é considerado muito baixo

⚠️ Pode haver revisão do índice pelo governo

📆 Definição final deve ocorrer nos próximos dias

Para estados e municípios, o impacto também depende das finanças locais, já que muitos pagam salários acima do piso nacional.

🧠 Conclusão

Apesar da confirmação do reajuste, o valor previsto não acompanha a inflação, o que reacende o debate sobre a valorização dos professores no Brasil. A decisão final do governo será crucial para definir se haverá, de fato, um ganho real ou apenas um reajuste simbólico.

👉 Fique atento: qualquer mudança oficial no índice pode alterar diretamente o salário de milhares de profissionais da educação.

❗ Opinião do Vivendo de Grana

O Vivendo de Grana é totalmente contra esse reajuste simbólico e considera vergonhoso que um profissional responsável pela formação de toda a sociedade receba um aumento de apenas R$ 18.

Em um país onde o custo de vida sobe mês após mês, falar em valorização do professor com um reajuste desse tamanho é, no mínimo, desrespeitoso. Não se trata apenas de números, mas de prioridades. Educação não pode ser tratada como gasto secundário.

Um aumento de R$ 18 não muda a vida de ninguém, não corrige perdas inflacionárias e não reconhece a importância do professor para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Pelo contrário: reforça a sensação de abandono e desvalorização da categoria.

Valorizar a educação começa por valorizar quem ensina — e isso definitivamente não está acontecendo.

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